Presidente da OAB diz que entidade não ficará com direita nem esquerda nas eleições de 2026

Mário Flávio - 18.08.2026 às 13:34h

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, afirmou nesta segunda-feira (17) que a entidade adotará uma postura de independência diante da disputa política nas eleições de 2026. Segundo ele, a instituição não estará alinhada a candidatos ou grupos de direita ou de esquerda e terá como referência a Constituição Federal e a defesa do processo democrático.

A declaração foi feita durante a abertura da reunião do Conselho Pleno da OAB Nacional. Em seu discurso, Simonetti afirmou que a Ordem permanecerá distante das disputas político-partidárias que serão decididas pelos eleitores.

“Não estaremos com a direita nem com a esquerda. Estaremos com a Constituição e com o povo brasileiro”, declarou o presidente da entidade.

Simonetti também anunciou que a OAB dará apoio institucional à Justiça Eleitoral durante as eleições. De acordo com ele, a entidade pretende contribuir para que o processo transcorra com normalidade e serenidade, além de acompanhar o cumprimento das garantias constitucionais.

O presidente ressaltou que a posição de independência não significa que a Ordem ficará afastada dos acontecimentos relacionados ao processo eleitoral. A instituição, segundo Simonetti, acompanhará a disputa para cobrar equilíbrio, respeito ao devido processo legal e igualdade de oportunidades entre os participantes.

A posição reforça uma linha que Simonetti já vinha defendendo desde o início de seu segundo mandato à frente da OAB. Em entrevista concedida em fevereiro de 2025, ele afirmou que políticos de diferentes campos ideológicos já haviam compreendido que a entidade não seria “cooptada” por nenhum dos lados e classificou como prejudicial a aproximação excessiva da advocacia com disputas político-partidárias.

Na manifestação desta segunda, Simonetti também destacou que a escolha dos governantes cabe à população e que a OAB deverá respeitar o resultado das urnas, independentemente da força política vencedora.

“O povo escolhe, e a OAB respeita e acolhe”, afirmou.

Com a campanha eleitoral oficialmente em andamento, a manifestação do presidente nacional procura posicionar a OAB como uma instituição equidistante das candidaturas, mas atuante na fiscalização e na defesa das regras democráticas durante o processo eleitoral.