A crise envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhou novos capítulos e passou a ser explorada por militantes do PT nas redes sociais. Após a divulgação de um vídeo em que Michelle faz críticas ao enteado, apoiadores petistas passaram a compartilhar um card chamando a ex-primeira-dama de “funcionária do mês” do partido, em tom de ironia pelo desgaste provocado no campo bolsonarista.
Na montagem, Michelle aparece ao lado da estrela do PT e da bandeira do Brasil, com a frase “Funcionária do Mês”. A imagem traz ainda a mensagem: “Parabéns! Seu trabalho faz a diferença e fortalece o nosso projeto por um Brasil mais justo e igualitário”. O material viralizou entre perfis ligados à militância petista, que passaram a associar a crise interna do PL ao fortalecimento do discurso dos adversários políticos.
O episódio ganhou repercussão depois que Michelle compartilhou, em suas redes sociais, um vídeo divulgado pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. No conteúdo, Garotinho afirmava que Flávio Bolsonaro teria participado de uma festa promovida pelo banqueiro Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, o que teria motivado parte das críticas feitas pela ex-primeira-dama ao senador.
A insinuação ampliou o desgaste entre os dois e intensificou o debate nas redes sociais. No entanto, diante da repercussão, o próprio Anthony Garotinho voltou atrás e afirmou que havia recebido informações equivocadas, reconhecendo que Flávio Bolsonaro não esteve na festa promovida por Daniel Vorcaro. A retratação, contudo, não foi suficiente para conter a repercussão da crise, que continuou dominando o noticiário político e as redes sociais.
Em meio à polêmica, Michelle também afirmou ter sido desrespeitada por Flávio Bolsonaro durante discussões internas sobre os rumos políticos do PL e declarou ter recebido uma “punhalada”, tornando público um conflito que até então permanecia restrito aos bastidores da família Bolsonaro.
Após a repercussão negativa, Michelle buscou reduzir a tensão, afirmando que “não há briga nem competição” dentro da família e defendendo a união do grupo político. Ainda assim, o episódio continuou sendo explorado por adversários. A divulgação do card que a classifica como “funcionária do mês” tornou-se um dos principais símbolos da reação da militância petista, que utilizou o episódio para ironizar a crise no núcleo político da família Bolsonaro.
