O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá o maior espaço entre os candidatos à Presidência da República no horário eleitoral gratuito das eleições de 2026. A divisão do tempo de rádio e televisão foi definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reserva 5 minutos e 31 segundos para a coligação que sustenta a candidatura do petista.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL ao Palácio do Planalto, terá 4 minutos e 20 segundos. A diferença entre os dois é de 1 minuto e 11 segundos por bloco. Juntos, Lula e Flávio concentram 9 minutos e 51 segundos dos 12 minutos e 30 segundos destinados às candidaturas presidenciais.
Na sequência aparece Ronaldo Caiado (PSD), com 2 minutos e 2 segundos. Augusto Cury, candidato pelo Avante, contará com 35 segundos. Com isso, quatro candidaturas concentram o tempo reservado aos programas presidenciais no rádio e na televisão.
A vantagem de Lula no horário eleitoral está relacionada à composição partidária de sua coligação. O grupo reúne PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PCdoB e PV — e Federação PSOL/Rede. Entre os principais candidatos à Presidência, Lula foi o que reuniu outras legendas formalmente em torno de sua candidatura.
Além dos programas em bloco, as campanhas terão inserções distribuídas ao longo da programação das emissoras. A coligação de Lula ficou com 433 inserções, enquanto o PL de Flávio Bolsonaro terá 339. O PSD contará com 159 e o Avante, com 47.
O TSE também realizou o sorteio da ordem de apresentação no primeiro dia do horário eleitoral. O Avante abrirá a propaganda, seguido pelo PSD, PL e pela coligação encabeçada pelo PT. A sequência será modificada posteriormente por meio de rodízio.
A propaganda eleitoral gratuita referente ao primeiro turno começa no dia 28 de agosto e segue até 1º de outubro nas emissoras de rádio e televisão. A data está prevista no calendário eleitoral estabelecido pela Justiça Eleitoral.
Em 2022, Lula também chegou ao período de propaganda eleitoral com o maior tempo de exposição entre os candidatos à Presidência. Em 2026, rádio e televisão voltam a integrar uma etapa estratégica da campanha, agora combinados com a crescente disputa eleitoral nas redes sociais e plataformas digitais.
