Na semana em que se discute no Congresso se o fundo eleitoral será de 1,8 Bilhão (última eleição), 2 bi (desejo do governo) ou 3,8 bi (desejo dos principais partidos), o Brasil ganha mais uma agremiação partidária, trata-se da Unidade Popular – UP.
A 33º sigla a ganhar registro no Tribunal Superior Eleitoral conseguiu recolher mais de 500 mil assinaturas divididas em nove estados diferentes, ação necessária para ter o direito de registro e disputar as eleições de 2020. Portanto, surge para o eleitor brasileiro a opção de votar em um partido ideologicamente voltado à esquerda no campo político e que defende ideais socialistas.
Por lei, o novo partido só terá direito a “apenas” 2% do fundo eleitoral, pois não tem representante na Câmara nem no Senado Federal.
O simples fato de ter seu registro no TSE já faz com que qualquer partido político tenha direito ao fundo, e o “negócio” político fica mais evidente, quando percebemos que existem mais setenta e cinco partidos se preparando para ter o registro, inclusive o novo partido do presidente Jair Bolsonaro.
Deixo ao leitor o questionamento, o que faz o Brasil ter essa pluralidade partidária tão vasta? Será que entre os 32 partidos existentes até semana passada, nenhum deles apresenta uma pauta socialista? Será que o desgaste político da sociedade está influenciando a criação de novas siglas?
Precisamos de mais diálogo, seja com a população ou seja entre a própria classe política. Os últimos anos foram de polarização política e isso é extremamente nocivo a nossa democracia, o Brasil precisa sair dessa briga pastoril entre azul e vermelho. O nosso País merece mais respeito, o povo brasileiro merece mais respeito e principalmente dignidade, os políticos e seus “adoradores” deveriam sair de suas “bolhas” e entender do que realmente o povo está precisando, mais educação, saúde, segurança e emprego, em vez de mais par-ti-dos.
Oscar Mariano
Pós-graduando em Ciência Política