A Frente Popular de Pernambuco apresentou à Polícia Federal, na quinta-feira (24), uma notícia de fato para pedir a investigação de mensagens e conteúdos negativos sobre João Campos (PSB), candidato ao Governo do Estado. Segundo a coligação, o material foi enviado de forma padronizada e robotizada pelo WhatsApp e contém acusações, ataques à honra e informações que considera falsas sobre a relação entre Campos e o presidente Lula (PT).
A representação afirma que as mensagens circularam a partir de diferentes números e perfis e levanta a suspeita de uma ação coordenada, em vez de manifestações espontâneas de usuários. A peça também menciona reportagens que, durante a campanha, noticiaram supostos pagamentos via Pix para impulsionar comentários e críticas de maneira coordenada nas redes sociais.
A Frente Popular sustenta que a legislação eleitoral e as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbem a contratação de serviços de disparo em massa sem autorização prévia dos destinatários. A coligação aponta possíveis crimes eleitorais relacionados à contratação de terceiros e à divulgação de informações que, segundo a representação, poderiam influenciar o eleitorado.
Encaminhada à Superintendência da PF em Pernambuco, a notícia de fato pede a abertura de investigação para rastrear a origem das mensagens, estimar o número de pessoas alcançadas e identificar possíveis financiadores, produtores e operadores. A coligação também solicitou a preservação de provas digitais junto aos provedores, para subsidiar eventuais responsabilizações nas esferas cível, eleitoral e criminal.

