Mendonça critica política econômica do governo Lula: “gostam de aumentar impostos”

Mário Flávio - 02.09.2026 às 19:08h

O candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) criticou a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante debate promovido pelo g1 nesta quarta-feira (2). O encontro reuniu também os candidatos Marília Arraes (PDT), Túlio Gadêlha (PSD), Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT) e Paulo Rubem Santiago (Rede).

Ao abordar as contas públicas, Mendonça defendeu uma revisão das despesas do governo e afirmou que um eventual ajuste fiscal deve priorizar a redução de privilégios e gastos públicos, sem atingir a população de menor renda.

“A gente tem que combater isso. Não é cortando nos mais pobres; é cortando os privilégios do Judiciário, do Legislativo e do próprio Poder Executivo, fazendo com que a gente equilibre as contas do governo e sobre dinheiro para investimento em saúde, segurança, educação e infraestrutura, principalmente saneamento básico”, afirmou.

Durante o debate, Mendonça também acusou o governo federal de recorrer ao aumento da carga tributária para ampliar a arrecadação. Segundo o candidato, foram adotadas 37 medidas relacionadas à elevação de impostos durante a atual gestão do presidente Lula.

“O que o governo do PT gosta mesmo é de aumentar impostos. Foram 37 medidas e aumentos de impostos ao longo da atual gestão do presidente Lula, sempre passando a conta para o trabalhador, para o empresário e para o empreendedor, enquanto o governo gasta mais”, declarou.

O candidato citou ainda a situação financeira de empresas estatais, entre elas os Correios, para reforçar suas críticas à condução das contas públicas. Mendonça defendeu que o equilíbrio fiscal seja buscado por meio do controle das despesas e da redução de privilégios dentro da estrutura do Estado.

Na parte final de sua participação sobre o tema, Mendonça relacionou a situação fiscal do país ao custo de vida e ao poder de compra da população.

“O trabalhador hoje não consegue fechar a conta para pagar os alimentos no final do mês, a conta de luz e de água. A gente precisa mudar essa realidade, equilibrando as contas públicas, para que a população não pague as maiores taxas de juros do mundo e para que a inflação dos alimentos não corroa o poder de compra”, concluiu.