A campanha da governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, divulgou nota nesta quinta-feira (27) em resposta às denúncias apresentadas pela equipe jurídica do PSB. A manifestação ocorreu após advogados ligados à campanha de João Campos (PSB) detalharem acusações contra a gestão estadual e anunciarem medidas na Justiça Eleitoral.
Na nota, a campanha de Raquel classificou a iniciativa do PSB como uma tentativa de substituir o debate eleitoral por acusações. Segundo o posicionamento, as ações anunciadas estariam baseadas em uma denúncia sem provas.
“A poucas semanas da eleição, o PSB continua usando suas velhas práticas, trocando o debate de propostas por uma coletiva de acusações. Anuncia ações que ainda não existem, baseadas numa denúncia sem provas”, afirmou a campanha.
O posicionamento também abordou o episódio envolvendo um servidor do Governo de Pernambuco. De acordo com a campanha, ao tomar conhecimento da conduta atribuída ao funcionário, Raquel determinou sua exoneração imediata e a apuração do caso.
“Foi a governadora quem, diante da conduta de um servidor, determinou sua exoneração imediata e a apuração dos fatos. É assim que age quem não tem nada a esconder: aponta o erro e apura, não terceiriza ataques nas sombras”, diz outro trecho da nota.
A campanha de Raquel informou ainda que acionou sua equipe jurídica para adotar medidas contra pessoas que, em sua avaliação, estejam divulgando informações falsas contra a governadora. O comunicado afirma que as acusações apresentadas pelo grupo adversário serão contestadas judicialmente.
“A tentativa de transformar acusação em fato, sem prova e no calendário eleitoral, será enfrentada onde deve ser: na Justiça. A campanha já aciona seus advogados para responsabilizar quem constrói e propaga mentiras contra a governadora”, declarou.
Mais cedo, a equipe jurídica de João Campos apresentou uma série de acusações contra Raquel Lyra, incluindo supostos casos de espionagem, abuso de poder político e econômico e a existência de uma estrutura que os advogados classificaram como “milícia digital” ou “gabinete do ódio”. Os casos deverão ser analisados pela Justiça Eleitoral.
