A governadora Raquel Lyra (PSD) e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) devem se reunir entre esta quinta (30) e sexta-feira (31) para tentar superar o impasse envolvendo a composição da chapa majoritária para as eleições deste ano. O encontro foi acertado após uma conversa por telefone entre os dois, realizada na noite da última terça-feira, e ocorre às vésperas das convenções partidárias que definirão os candidatos do grupo governista.
O principal ponto de divergência continua sendo a disputa pelas vagas ao Senado. Na semana passada, Raquel apresentou uma proposta que previa três candidaturas: Túlio Gadelha pelo PSD e Eduardo da Fonte e Miguel Coelho representando a Federação União Progressista. A ideia era que houvesse coligação apenas para o Governo do Estado, enquanto a Federação disputaria o Senado de forma independente. No entanto, a proposta foi rejeitada pelo PP.
Eduardo da Fonte voltou a afirmar que tanto a possibilidade de três candidaturas ao Senado quanto a coligação restrita ao Governo do Estado estão descartadas. Com isso, a reunião ganha caráter decisivo para tentar construir um entendimento antes das convenções. O PSD realiza seu encontro no próximo domingo, enquanto a convenção da Federação União Progressista está marcada para a quarta-feira da próxima semana.
A busca por um acordo ganhou ainda mais importância após a saída da Federação PRD/Solidariedade da base da governadora para apoiar a candidatura de João Campos (PSB). Com a mudança, a permanência da União Progressista na aliança tornou-se estratégica para a campanha de Raquel Lyra, especialmente em relação ao tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
Pelas regras da distribuição do horário eleitoral, o tempo de cada coligação é definido pelo número de deputados federais dos partidos que integram a chapa majoritária. Com a União Progressista, o bloco de apoio à governadora soma 196 deputados federais, contra 207 da aliança de João Campos. Sem a Federação, o grupo de Raquel cairia para 90 deputados, reduzindo significativamente seu espaço na propaganda eleitoral gratuita e ampliando a vantagem do principal adversário. O desfecho da negociação deverá ser decisivo para a formação da chapa governista e para a estratégia eleitoral da campanha.
