A candidata de direita Keiko Fujimori foi eleita presidente do Peru após uma das disputas mais acirradas da história recente do país. O resultado final da apuração confirmou a vitória da líder do partido Fuerza Popular com 51,135% dos votos, o equivalente a 9.223.396 eleitores. Seu adversário, Sánchez, obteve 49,865%, somando 9.173.755 votos. A diferença entre os dois candidatos foi de apenas 49.641 votos.
A contagem foi marcada pelo equilíbrio entre os concorrentes, com sucessivas mudanças na liderança ao longo da apuração. Os votos das regiões rurais, dos grandes centros urbanos e dos peruanos residentes no exterior tiveram papel decisivo no resultado final, que manteve o país em expectativa até a conclusão do processo eleitoral.
Com a finalização da apuração, a autoridade eleitoral peruana encerrou oficialmente a contagem dos votos e abriu caminho para a proclamação da presidente eleita. A partir de agora, terão início os procedimentos formais de transição de governo previstos na Constituição do Peru.
A margem inferior a 50 mil votos, em um universo de aproximadamente 18,4 milhões de votos válidos, evidencia o cenário de forte polarização política no país. O resultado também reforça a importância eleitoral de regiões estratégicas do interior e da capital, Lima, que mais uma vez tiveram peso determinante na definição do pleito.
Os dois principais candidatos concentraram praticamente a totalidade dos votos válidos, tornando a vantagem de Keiko Fujimori ainda mais estreita em termos percentuais. O cenário impõe à presidente eleita o desafio de governar um país dividido e buscar diálogo com os diferentes segmentos da sociedade peruana.
Quem é Keiko Fujimori
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko Fujimori é uma das principais lideranças políticas do Peru nas últimas duas décadas. À frente do partido Fuerza Popular, ela participou de diversas eleições presidenciais e chegou ao segundo turno em diferentes oportunidades antes de conquistar sua primeira vitória para o comando do país.
Sua trajetória política é marcada por forte apoio entre setores conservadores e liberais da economia, mas também por elevados índices de rejeição. Ao longo dos anos, seu nome esteve no centro dos debates sobre o legado do governo de seu pai e sobre investigações relacionadas a supostos casos de corrupção.
Na área econômica, Keiko defende políticas de estímulo ao investimento privado, crescimento econômico e fortalecimento da iniciativa privada. Em relação à segurança pública, tem como bandeiras o endurecimento no combate ao crime e o reforço das forças de segurança. Sua vitória inaugura um novo capítulo na política peruana após uma eleição definida por uma das menores diferenças de votos da história recente do país.
