Rueda esvazia reunião da Federação em Pernambuco e amplia disputa entre Eduardo da Fonte e Miguel Coelho pelo Senado

Mário Flávio - 29.06.2026 às 10:43h

A disputa interna da Federação União Progressista (União Brasil/PP) em Pernambuco ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (29). Em nota oficial divulgada nas redes sociais, o presidente nacional da federação, Antonio Rueda, sinalizou que qualquer decisão tomada pela executiva estadual sobre as candidaturas majoritárias não terá efeito prático sem o aval da direção nacional.

A manifestação ocorre poucas horas antes da reunião da comissão executiva estadual da federação, convocada para definir os rumos da aliança em Pernambuco. Com maioria no diretório estadual, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) espera sair do encontro confirmado como pré-candidato ao Senado.

No entanto, a nota publicada por Rueda deixa claro que a palavra final caberá à Executiva Nacional da Federação União Progressista. Segundo o dirigente, “não há nenhuma decisão sobre escolha de candidaturas majoritárias em Pernambuco” e qualquer encaminhamento aprovado localmente que não seja unânime entre PP e União Brasil “não produzirá nenhum efeito” perante a direção nacional.

Rueda também reforçou que o processo continua em discussão, destacando apenas o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra e a existência de pré-candidaturas ao Senado em análise. Na prática, a declaração indica que, mesmo que a reunião desta segunda confirme o nome de Eduardo da Fonte, a definição dependerá de uma negociação com a governadora e da deliberação da executiva nacional da federação.

A posição do presidente nacional também aumenta a tensão entre os dois partidos que compõem a União Progressista. Aliado político do ex-prefeito Miguel Coelho, que também disputa a indicação da federação para o Senado, Rueda reforça o protagonismo da direção nacional na condução das negociações e enfraquece a expectativa de uma definição exclusivamente pela maioria existente no diretório estadual.

Com isso, a disputa entre Eduardo da Fonte e Miguel Coelho permanece em aberto, e a reunião da executiva pernambucana passa a ter um peso mais político do que deliberativo, já que a decisão definitiva deverá passar pelo crivo da cúpula nacional da federação, em entendimento com a governadora Raquel Lyra.